Desventuras em série #01
Aproveitando que eu to aqui na Index - me certificando que um trampo vai sair decente e livre de bugs - vou contar a (des)aventura do final de semana passado, quando eu tentei - acho que “me esforcei em” fica mais adequado - ir ao aniversário do amigo Rafael Baquit.
Estava tudo combinado: a festa seria na casa de praia dele no Porto das Dunas, a mesmíssima casa que sediou tantas festas e guarda tantas boas lembranças, e começaria as 21h do sábado. Eu - garotão que só eu sou - nem me preocupei em confirmar o endereço ou pedir um mapinha - pois já tinha ido várias vezes até a respectiva casa - já havia combinado que passaria com a Stella para pegar o Davi e a Eveline e iríamos todos juntos no meu carro.
Mal eles sabiam da (des)aventura que enfrentaríamos…
Como era de se esperar nós nos atrasamos pelo simples fato de alguém ter gasto tempos demais se arrumando, mas lá estava eu passando com ela na casa do Davi as 21:30 para ainda passarmos no Habib’s para comer algo - garantir que aguentaríamos até o “jantar” e tentar amenizar minha azia com um suco de morango - e seguir adiante ao nosso real destino da noite.
Estávamos todos animados - minto, a Stella tava com raiva de mim por algum motivo que eu não lembro agora (e nem na hora) - quando já no rumo do Beach Park me bate a dúvida mortal: “Aonde diabos eu dobro mesmo?” Foi aí que a aventura começou!
No exato momento em que me questionei sobre a rua em que eu deveria dobrar eu lembrei que todas as vezes que eu fui pra tal da casa foi em um ônibus fretado pelo Rafael e sempre ia na putaria com a galera e voltava bebo!
Para tentar não preocupar as garotas eu fui dizendo coisas do tipo “Ah! Eu lembro dessa casa!” e “Opa, já passei por aqui antes!” mas no desespero de chegar logo ao destino eu soltei um “É! Aqui que eu dobro!” e - prá - lá estavamos descendo uma rua de piçarra, cheia de pedras e buracos em um Mille 1.0 no limite! O pior é que depois da merda feita - ralizão comendo de esmola - eu resolvi não mais dar o braço a torcer e continuamos o rali! Foi rídiculo, parecia até desenho animado onde a personagem entra num porta sai em outra e acaba sempre voltando para o mesmo canto!
Numa dessas investidas de ruas “conhecidas”, eu resolvi ir até o final do Porto das Dunas pois lembrei que a casa ficava perto da Estação Eólica e dobrei numa pista à esquerda e comecei a seguir adiante! Não sei porque diabos mas todos os postes estavam apagados, tentei dobrar mas fui repreendido e ordenado a voltar ao caminho do Beach Park e esperar um conhecido passar em direção à festa.
Como eu estava cansado, passando mal de azia, de saco cheio e 1/4 de tanque a menos, resolvi acatar a ordem e voltei para o posto que fica logo antes da entrada do Beach Park, liguei para o Alberto - eu já havia ligado para ele antes mas ele só sabia chegar lá na raça - e admitir que eu estava perdido e precisava seguir alguém que de fato soubesse chegar até a casa do Rafael! Confesso que a pior parte realmente foi admitir que eu estava perdido.
Depois de esperar uns 15 minutos pelo Alberto nós voltamos à nossa missão de chegar até a festa, dessa vez seguindo o Alberto e lembram quando eu disse as casas me eram familiares? Pois é, de fato era… eu estava no caminho certo! A rua certa era exatamente a que eu havia entrado, sido repreendido e ordenado retorno.
NÓS NÃO CHEGAMOS SOZINHOS POR 1 MÍSERO QUARTEIRÃO! PUUUUUUUUUUTAQUEPARIU!
Depois de mais de 1 hora rodando e com a paciência no negativo, conseguimos finalmente chegar a festa! Bem, sobre a festa eu não preciso comentar pois a verdadeira (des)aventura da noite foi o trajeto até a festa.
Pelo menos eu ganhei de presente o livro da Mafalda!
Tagged as aventura, beach park, desventura, festa, mafalda, perdido, porto das dunas, rali+ Categorized as Geral
é, não tinha tido esse ponto de vista .. pelo menos o livro da Mafalda valeu pela noite … e eu diaria, que noite !